O Estrangeiro

Sou um estrangeiro, Tomando café Em uma livraria. O que mais posso pedir? Olho em volta, Vejo uma violeta, Ouço uma voz bonita… Mas de quem é? Hoje estamos Lendo o mesmo livro, Vestindo a mesma cor. O que pode ser? Vendo a vida passar, Fico até não poder mais. Com a luz da manhã, Na luz dos teus olhos, Vim a te encontrar. Vendo a vida passar, Fico até não poder mais. Com a luz da manhã, Nos teus olhos, Vim a te encontrar. Café e poesia, Como dizia um amigo meu Na hora de tomar decisões. Aparentemente, Ela gosta do que fez ontem: Da música, do cinza no céu E do meu nome. Destino ou não, Eu sei que moro Do outro lado do oceano. Mas agora, aqui estamos… Vendo a vida passar, Fico até não poder mais. Com a luz da manhã, Na luz dos teus olhos, Vim a te encontrar. Vendo a vida passar, Fico até não poder mais. Com a luz da manhã, Em teus olhos, Vim a te encontrar. Vendo a vida passar… Por toda a minha vida, Serás meu amor. E por tudo que vier depois.

Judson Veloso Rio de Janeiro, 6 de junho de 2024.